NaBorda Infinito

EM BREVE NABORDA INFINITO

Outono-Inverno de 2021

Artistas na edição

Alexandre Ignácio Alves, Anderson Rei, Augusto Citrangulo, Almir Almas, Chico Linares, Chineladaaa, Coletivo Banzo, Daniel Seda, David Santos, Dudu Tsuda, Fernando Sato, Eduardo Verderame, Eduzal, Eric Grossi, Érica Zíngano, Fabiana Najima, Fabiane Borges, Fanny Jemmely, Fernanda Gissara, Fernando Vianna, Geandre Tomazoni, Gustavo Godoy, Guto Lacaz, Julio Dojcsar, Lucas Bambozzi, Lilian Amaral, Luciana Costa, Maria Fernanda Novo, Mariana Marcassa, Mariana Meyer e Daniela Ohm, Marilia Vasconcellos, Marina Ruivo, Mauro de Souza, Milena Durante, Milene Féo, Paulo Cesar Lima, Paulo Zeminian, Projeto Matilha, Rafael Adaime, Regina Silveira, Renata Padovan, Ricardo Ramalho, Rodrigo Araujo, Rodrigo Barbosa, Rogério Borovik, Rubens Zaccharias, Rui Amaral, Samira Br e Sóllon Rodrigues, Steven Busignani, Thereza Salazar, Tulio Freitas Tavares, Yuri Martins Fontes.

A inimaginável pandemia colocou a todos nós em um espaço e tempo completamente alterados, situação inesperada e restritiva. Este caos generalizado nos levou por outro lado a produzir juntos uma revista de arte que expandiu a borda do estabelecido: NaBorda Pandemia.

O material produzido e divulgado no site colaborou de alguma forma para pensar e existir nesse espaço e tempo tenebroso a que todos nós fomos submetidos, e que ainda não acena para um possível fim. Porém, ao mesmo tempo já vivemos um pós-momento no qual precisamos uma vez mais redirecionar nossas antenas e sentidos ao desconhecido, a um mundo que ainda não foi absorvido: um mundo feito na fumaça do futuro e que ainda não conseguimos enxergar.

A partir deste tempo e espaço alterado e estranho, nos propomos agora a olhar para além da borda, a pensar o extremo, o inimaginado, o possível inexistente: o infinito. Gostaríamos de pensar na perenidade da vida, da nossa vida, da espécie e do planeta, das ideias e artes, da relação que se estabelece com o que nunca acaba.

Temos perguntas:

O que existe para além de nós mesmos? O que existe quando não estamos presentes? O espaço e o tempo são infinitos?
E nós no meio de tudo isso, como ficamos, o que pensamos? que tipo de arte produzimos? Qual papel da arte em relação à eterna crise humana no planeta? Há o que contribuir? Há valor em agir, mesmo sabendo que o tempo e o espaço não tem fim? Em agir coletivamente?
Qual a perspectiva do pensamento frente ao infinito – esta noção que transcende a compreensão humana? Como é fazer arte diante de tamanha insignificância de nossa arrogante espécie?
Que é afinal a espécie humana, efêmera, semi-consciente, composta de átomos e moléculas que permanecem mesmo quando infinitamente desaparecemos?

NaBorda Infinito conclama os artistas convidados a refletir sobre o infinito como INFINITOS.
O infinito em suas várias direções possíveis, objetivas e subjetivas.
O infinito enquanto o inacabado, o inconcluso, o processo de criação, as possibilidades de caminhos.
O sem-definição, o imortal, o não-engendrado, o ilimitado, o sem-fronteira, o áspero universal.
A infinda utopia a que se mira, à qual se aponta sem jamais tocá-la, numa perene busca por seus novos horizontes, por sua força emancipatória e libertária que estão implícitas nos sonhos almejados.
NaBorda segue em sua trajetória neste novo século se questionando sobre ARTE.

Quão infinita é a ARTE? Qual o tamanho daquilo que não tem fim?
Enfim, finalmente, e sem fim: o INFINITO como incansável INCONFORMIDADE humana, como resistência diante da incontornável FINITUDE do SER.

Arte Tempo Espaço Limite Vida Contemporânea História Política Cidade Sociedade Ações Em Rede Internet Colaborativismo Independência Conceito Função Estética Território Fronteira Performance Conteúdo Teoria Crítica Coletivos De Arte Vírus Pandemia Solidão Clausura Colapso Financeiro Crise Corpo Fome Depressão Pressão Incerteza  Tristeza Euforia Revolta Vida Morte Natureza Finito Infinito Mundo

An unimaginable pandemic has got us all in a completely altered sense of space  and time, an unexpected and restrictive situation. This widespread chaos led us to produce an electronic art magazine to expand the edge of the established: NaBorda Pandemia.

The material produced and posted on the website collaborated in some way to think and exist in this dark space and time to which we were all subjected, and that still does not sign to a possible solution.
However, at the same time, we already live in a post-moment in which we once again need to redirect our antennae and senses to the unknown, to a world that has not yet been absorbed: a world made in the smoke of the future and that we still cannot see.

From this altered position, we now propose to look beyond the edge, to think the extreme, the unimagined, the possible non-existent: the infinite. We would like to think about the continuity of life, of our life, of the species and the planet, of ideas and arts, of the relationship that is established with what never ends.
And in order for this reflection to be as diverse and broad as possible, we will count on this edition with the participation of artists residing in different places on planet and speaking different languages.

We have questions:

What is there besides ourselves? What is there when we are not present? Are space and time infinite?
And in the middle of it all, what do we say, what do we think? what kind of art can we produce? What role does art play in relation to the eternal human crisis on the planet? Is there anything to contribute? Is there value in acting, even though you know that time and space are endless? and what about acting collectively?
What is the perspective of thinking in the face of infinity – this notion that transcends human understanding? How is it to make art in the face of such insignificance of our arrogant species?
What, after all, is the ephemeral, semi-conscious human species, composed of atoms and molecules that remain even when we have infinitely disappeared?

NaBorda Infinito invites artists invited to reflect on the infinite as INFINITES.
Infinity in its various possible, objective and subjective directions.
The infinite while the unfinished, the unfinished, the process of creation, the possibilities of paths.
The undefined, the immortal, the non-engineered, the unlimited, the borderless, the universal harshness.
The endless utopia that you aim for, which you aim at without ever touching it, in a perennial search for your new horizons, for your emancipatory and libertarian strength that are implicit in your dreams.
NaBorda continues its trajectory in this new century, questioning ART.

How infinite is ART? How big is what has no end?
Finally, in the end, and without end: INFINITE as tireless human INCONFORMITY, as resistance in the face of the inevitable FINITUDE of BEING

Art Time Space Limit Contemporary Life History Politics City Society Network Actions Internet Collaborativism Independence Concept Function Aesthetics Territory Frontier Performance Content Critical Theory Art Collectives Virus Pandemic Loneliness Clause Financial Crisis Body Hunger Depression Pressure Uncertainty Sadness Euphoria Revolt Life Death Nature Finite Infinite World

 

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La pandemia inimaginable nos ha colocado a todos en un espacio y tiempo completamente cambiado, una situación inesperada y restrictiva. Este caos generalizado nos llevó, por otro lado, a producir juntos una revista de arte que amplió el límite de lo establecido: NaBorda Pandemia.

El material producido y difundido en nuestro sitio colaboró de alguna manera para pensar y existir en ese espacio y tiempo sombrío al que todos fuimos sometidos, y que aún no apunta a un posible final. Sin embargo, al mismo tiempo, ya vivimos en un post-momento en el que una vez más necesitamos redirigir nuestras antenas y sentidos hacia lo desconocido, hacia un mundo que aún no ha sido absorbido: un mundo hecho con el humo del futuro, y que todavía no podemos ver.

Desde este tiempo y espacio alterados y extraños, ahora nos proponemos mirar más allá del borde, pensar lo extremo, lo inimaginado, lo posible inexistente: lo infinito. Nos gustaría pensar en la continuidad de la vida, de nuestra vida, de las especies y del planeta, de las ideas y las artes, de la relación que se establece con lo que nunca acaba.
Y para que esta reflexión sea lo más diversa y amplia posible, contaremos con esta edición con la participación de artistas invitados, residentes en diferentes lugares del planeta Tierra y hablantes de varios idiomas.

Tenemos preguntas:

¿Qué hay además de nosotros? ¿Qué hay cuando no estamos presentes? ¿Son el espacio y el tiempo infinitos?
Y nosotros en medio de todo, ¿cómo nos quedamos, qué pensamos? ¿Qué tipo de arte producimos? ¿Qué papel juega el arte en relación con la eterna crisis humana en el (del) planeta? ¿Hay algo que aportar? ¿Tiene valor actuar, aunque sepas que el tiempo y el espacio son infinitos? ¿Actuar colectivamente?
¿Cuál es la perspectiva del pensamiento frente al infinito, esta noción que trasciende la comprensión humana? ¿Cómo es hacer arte ante tanta insignificancia de nuestra arrogante especie?
¿Qué es, después de todo, la especie humana efímera y semiconsciente, compuesta de átomos y moléculas que permanecen incluso cuando hemos desaparecido infinitamente?

NaBorda Infinito convoca a los artistas invitados a reflexionar sobre el infinito como INFINITOS.
El infinito en sus diversas direcciones posibles, objetivas y subjetivas.
El infinito como lo inacabado, lo inconcluso, el proceso de creación, las posibilidades de caminos.
Lo sin-definición, lo inmortal, lo no-engendrado, lo ilimitado, lo sin-frontera, lo áspero universal.
La interminable utopía a la que se mira, a la que se apunta sin nunca tocarla, en una búsqueda perenne de sus nuevos horizontes, de su fuerza emancipadora y libertaria que están implícitas en los sueños anhelados.
NaBorda continúa su trayectoria en este nuevo siglo, cuestionando el ARTE.

¿Cuán infinito es el ARTE? ¿Qué tan grande es lo que no tiene fin?
En fin, finalmente, y sin fin: el INFINITO como incansable INCONFORMIDAD humana, como resistencia ante la inevitable FINITUD del SER.

Arte Límite de espacio de tiempo Historia de vida contemporánea Política Ciudad Sociedad Acciones de red Internet Colaborativismo Independencia Concepto Función Estética Territorio Frontera Performance Contenido Teoría crítica Colectivos de arte Virus Pandemia Cláusula de soledad Crisis financiera Cuerpo Hambre Depresión Presión Incertidumbre Tristeza Euforia Revuelta Vida Muerte Naturaleza Finito Mundo infinito

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NABORDA PANDEMIA

NABORDA  PANDEMIA

Outono-Inverno de 2020

No já distante mês de março, foi que decidimos retomar os esforços para uma nova edição sob o inevitável tema da pandemia, impossível de se contornar. Desde então boa parte das relações humanas foram alteradas, em todas esferas. No Brasil, soma-se a isto uma crise econômica e política grave, infraestrutura deficiente, grande desigualdade, além de hábitos sociais que contribuem para a expansão do contágio. Neste momento em que tanto a cultura oficial quanto o mercado e as instituições estão desarticuladas, não é surpresa que iniciativas independentes como NABORDA tomem este espaço legítimo de questionamento, ironia e desabafo.

Qual papel da arte contemporânea neste momento de profunda crise humana em todo o planeta? Há o que contribuir? É possível agir coletivamente a partir do isolamento físico no mundo social? Pensamentos são vírus? É possível fazer arte em clausura e diante de tamanha crise? Qual borda?

Pensamos o sentido de VÍRUS da forma mais ampla possível: de “viralizar” a informação, de vírus biológico, de vírus informático, de Cavalo de Troia – uma informação escondida que é introduzida em outra. Vírus da PANDEMIA GLOBAL.

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