NaBorda Crise 2

NaBorda é um portal de Arte e experimentação artística, temático, realizado por artistas que se posicionam na borda do sistema de arte e do fazer artístico. Através do MENU é possível ter acesso a todo conteúdo disponível.

Este portal lança agora a edição  NaBorda Crise 2 de sua revista eletrônica.

com Ocupeacidade, Bijari, Nova Pasta, Coletivo Banzo, Rolê, Peetssa , Projeto Matilha, CasadalapaRogério Borovik, Eduardo Verderame, Daniel Lima, Lucio Agra, Floriana Breyer, Fabiane Borges, Gustavo Godoy, Élida Lima, Ricardo Ramalho, Rodrigo Araújo, Milena Durante, Eugênio Lima, Guto Lacaz, Augusto Citrangulo, Gisella Hische, Daniel Seda, Rubens Zaccharias, Lucas Bambozzi, Sato do BrasilLucas D, Edu Zal, Julieta Benoit, Juny Kraiczyk, Mauro de Souza, Túlio Tavares.

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BRASIL#1

por Daniel Lima

ou a incrível e obscura associação da escravidão, religiosidade católica, poder jurídico, assassinatos, polícia, blindados, carnaval, futebol, cirurgias plásticas, cesáreas, antidepressivos, agrotóxicos e biodiversidade no Brasil Mundo. 

A cartografia Brasil#1 pretende dar instrumentos para uma visão panorâmica do estado excepcional que vivemos no Brasil hoje, que se reflete em diversas dimensões da vida, e sua conexão com a história de colonização das Américas.

 

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SER OU NÃO SER NÃO É UMA OPÇÃO

por Juny Kraiczyk texto e Olivier Boër/ETNOFOCO foto

Você sabia que o Brasil é o país que mais mata travestis no mundo?

Entre janeiro de 2008 e março de 2014, foram registradas 604 mortes no país. Os dados da rede europeia de organizações que apoiam os direitos da população transgênero, TransgenderEurope (TGEU), é a cereja amarga de um bolo que é feito com ingredientes cuidadosamente selecionados, para que você mal perceba que faz parte desta história.

Você já contratou uma travesti para trabalhar na sua empresa? Não?

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Vampirão

por Nova Pasta 

30, 300, 3 000, 30 0000 anos?
Os vampiros tem estado por aqui há muito tempo.
Não só nesses últimos carnavais.
Tão maléficos que em nada se assemelham ​à vida.
Nenhum remorso pois​,​ nem se vêem refletidos  no espelho.
Nada em comum com esses monstros!
Abarcam o bem e o mal.

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Imigrantes

Fotos e texto: Rolê 

Onde estão nossos antepassados? Viajaram por continentes, na busca por uma vida mais segura, à procura de trabalho. Muitos foram sequestrados e levados à força para outras terras e explorados até sua última gota de sangue esgotar-se. Alguns deixam suas famílias para garantir o sustento em outras paisagens, vítimas de ações humanas ou de catástrofes ambientais. Mas todos carregam consigo suas narrativas de recomeço, trazendo em si sua história e cultura. Assim se fez a humanidade. Há beleza de luta e de força, mas há também o terror da perda e do desespero. 

Esses fluxos migratórios continuam avançando e a resposta a isso, em tantos lugares do mundo, têm se mostrado violenta. São momentos de crise, guerras e abandono. São Paulo faz parte desse cenário: porto para um trabalho, terra de alguma possibilidade. 

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Na margem da modernidade arcaica

por COLETIVO BANZO
fotografia andarilha marginal

 “Banzo” é a dor do exílio, a tristeza do homem escravizado, distante de sua terra, do viajante desgarrado perdido nos sertões do mundo inteiro. É a melancolia moderna que contamina, mas que move. Caminhos.

BANZO almeja o espaço público, para além da arte de vitrines, do espaço restrito, do privado que segrega; problematiza o papel dos espaços  expositivos, questiona sua função hierarquizante que mensura ($) a arte – régua pautada na mercantilização contemporânea da vida, em que quase
nada escapa das classificações arbitrárias que ditam as narrativas cuja valorização é ou não permitida.

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