Túlio Tavares fala tudo!

Entrevista # 1 – Túlio Tavares – 11.09.2010.

Seria legal começar contando um pouco sobre o seu percurso artístico e sua participação em coletivos de arte em geral, o que você acha mais importante.
Então, eu venho de um percurso bastante formalista. Eu me sinto uma pessoa muito formal dentro da arte e sempre estudei arte, mesmo das cavernas, todos os movimentos, medievais… E que no final dos tempos se tornou mercado, também se tornou dinheiro, mas arte é muito mais amplo do que uma percepção que a gente tem agora dela, do contemporâneo. O que se vê na verdade não é bem arte, é algum tipo de reflexo dela. Mas que a verdade e o reflexo se confundem, por isso que é fácil até ser cegado pela arte, que é o que a gente se sente sempre, cegado pela arte. Então, eu estava dizendo que eu venho de um percurso bem formal, de muito estudo, que aí começou a cair em filosofia, que começou a cair em política e por um sentimento maior do devir da arte ou do arquétipo da arte, o arquétipo do artista, e eu tive certeza absoluta que eu não podia levar o discurso que eu acreditava em direção ao mercado, do circuito, do capital, então esse estudo me levou… É como se me obrigasse a buscar aquilo que é mais profundo, é mais complexo, é mais difícil, é ainda mais incompreensível. Mas a brincadeira é… É pelo menos a da profundidade, que então é esse meu caminho em direção aos coletivos de arte, que foi o caminho de falar da cidade. Mas mesmo buscando todos esses lugares políticos, sociais, é pra retomar de novo para um mundo formal da arte, bastante careta, bastante… Passo movimentos após movimentos como um grande caminho, quase como uma própria metáfora biológica do que é a arte e de como ela se transforma a partir do tempo. Então, por isso para mim é importante não se perder na discussão política ou na discussão social, porque na verdade o que eu discuto sempre é arte.

Continuar a ler “Túlio Tavares fala tudo!”