NaBorda Corpo

por Eduzal

Algo que sempre me intrigou nessa cena nossa de intervenções e arte política, ou arte ativista, é a constante presença dos performers, artistas que usam o corpo como suporte para sua arte. A gente sempre encontra performers em ambientes mais controlados, como galerias, museus ou em happenings de abertura nas bienais da vida, mas nas favelas ou nas ocupações, diante do pelotão de choque ou em outras situações de risco é raro.

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Amor a cidade

por Rila Rila

Meus pés ficavam frios e o Chet Baker me atrapalhava a concentração. Só consigo escrever de pés frios, ele não sabe. Ele também não deve saber que durante algum tempo eu não ia muito com a cara da noite. Ele não deve saber nada sobre mim. É, eu penso: ele não sabe nada sobre mim. E eu acho isso bom.

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Homem Invisível- Objeto Invisível

por Túlio Tavares

Momento 1 – O invisível

(Túlio Tavares) Hoje vamos discutir duas coisas, a visibilidade do discurso artístico e a visibilidade do ser humano. Na verdade, essa performance já aconteceu duas semanas atrás em uma outra quinta-feira. A gente passou aqui mais de uma hora, uma hora e meia, tentando colocar se eu era uma pessoa visível ou se eu era invisível, eu continuo acreditando que eu sou invisível e vocês vão passar por mim hoje e não vão entender nada do que está acontecendo. Sendo assim, se por acaso não tiver uma experiência na mente de vocês, se isso não for levado como uma informação, eu continuo invisível.

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Serumanus

por Daniel Kairoz

o ser mesmo traz consigo a vergonha, a vergonha de ser
nas necessidades fisiológicas e na náusea, fazemos a experiência da nossa revoltante e, no entanto, inevitável presença a nós mesmos
a absoluta incapacidade de romper consigo próprio
estar pregado a si mesmo
impossibilitado de fugir
de esconder-se de si mesmo
isso é vergonhoso

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Danças com caderno testemunho

por Gisella Hiche

No corpo junto a essas palavras.

Escrita de outra voz que se sente estimulada por ter as folhas em branco a sua frente, por poder chafurdar-se nessa lama, rolar no chão, no caderno, poder, acontecer e dar-se conta que cada vez que se escreve, vivifica-se. Voz ou escrita que gosta de estar no estado de larva, uma sensação de estar prestes a, e já se passaram muitas páginas.

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