Texto Institucional

O SESC Consolação recebe nove coletivos urbanos da cidade de São Paulo, que trazem para o ambiente expositivo uma síntese de suas intervenções na cidade de São Paulo realizadas entre abril a junho /2012. Intervenções e bate-papos especialmente desenvolvidos para a unidade estarão abertos ao público de 3 de julho a 11 de agosto.

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Walter Zanini e NaBorda

o professor Walter Zanini foi convidado a escrever umas poucas linhas sobre arte brasileira atual para um livro da Thames and Hudson em Londres.
ele acabou mencionando a mostra Na Borda que abriu ontem no SESC:
Prezada Maria do Carmo M.P. Pontes,
Envio-lhe as respostas solicitadas para a publicação. Não tive condições de terminar no prazo dado para a semana passada. Espero que possam atender ao seu desejo. A segunda delas é sobre algo realmente excepcional: uma expectativa de meio século! Peço para desfazer-se dos dados que esboçava em email anterior. Agradeço a atenção, transmitindo um cordial abraço.
Walter Zanini

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NA BORDA / intervenções

Nove coletivos criam Intervenções Urbanas em São Paulo

NA BORDA/Intervenções é uma mostra de intervenção urbana em São Paulo, que acontece no mês de abril de 2012, com nove coletivos artísticos: Bijari, Projeto Matilha, COBAIA, Contrafilé, EIA, Esqueleto Coletivo, Frente 3 de Fevereiro, Nova Pasta e Ocupeacidade. O processo de criação e os registros destas ações poderão ser acompanhado no site naborda.com.br.

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Arquivomania

por Suely Rolnik

Se o passado insiste, é pela incontornável exigência vital de ativarmos, no presente, seus germes de futuros soterrados.
Walter Benjamin (psicografado)

Há cultura, que é a regra. E há exceção, que é a arte…
Todos dizem a regra: cigarros, computadores, camisetas,
televisão, turismo, guerra. Ninguém diz a exceção. Isso não
se diz. Isso se escreve, se compõe, se pinta, se filma.
Ou isso se vive. E então é a arte de viver.
É da regra querer a morte da exceção.
Jean-Luc Godard (Je vous salue Sarajevo)1

Uma verdadeira compulsão em torno de arquivos tomou conta do território globalizado da arte nas últimas décadas; uma compulsão que abarca desde investigações acadêmicas de arquivos existentes ou ainda por constituir até exposições neles baseadas parcial ou integralmente, passando por acirradas disputas entre colecionadores privados e museus pela aquisição desses novos objetos de desejo. Sem dúvida, o fenômeno não é fruto de puro acaso.

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MAXIMIZANDO AS BORDAS

por Flavia Vivacqua

Na ecologia, as bordas são o espaço limite entre territórios e sabidamente o lugar mais fértil e produtivo que podemos encontrar para a biodiversidade. É ali, na borda, que se estabelece o campo de encontro entre ecossistemas distintos, possibilitando a mescla e potencializando a vida, gerando assim maior resiliência[1] ambiental e preservação de espécies. Além disso, uma borda sinuosa é sempre mais extensa que uma linha reta delimitante, ainda que conecte os mesmos dois pontos, o que também a faz mais criativamente potente.

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VAZADORES (Os Ladrões da Galeria)

Por Fabiane Morais Borges

Constantemente corremos o risco de estacionarmos exatamente no posto que outrora criticávamos. Risco popular, em que muitos caem sem sequer perceber ou fazer autocrítica. A história está cheia disso, o escravo fascista, o porteiro autoritário, sujeitos que assumem o papel do opressor. Esse comportamento se dá de forma inconsciente, geralmente com algum gozo, enfeitado por um delírio de poder, que se sustenta com o reconhecimento e a inveja alheia. Os descuidados podem não perceber quando estão assumindo o posto, são os outros que notam.

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