Poética do Dissenso, texto

Poética do Dissenso é um retrato histórico e poético do centro da cidade de São Paulo, realizado no início do século XXI por artistas, coletivos de arte e movimentos sociais, que criaram juntos um campo de conflito contra um estado de invisibilidade. Um momento em que novas estratégias de ação surgiram para distinguir o que não cabe no que é dado como consenso.

Entre 2003 e 2007, centenas de artistas e coletivos integraram o movimento de resistência dos Sem Tetos. O ícone dessa integração foi a Ocupação Prestes Maia, na época a maior ocupação vertical da América Latina (com cerca de 468 famílias), que serviu como plataforma de um dos grandes momentos da arte política urbana de São Paulo.

Tanto o Prestes Maia como outras várias ocupações estavam sofrendo Reintegração de Posse, e os sem tetos estavam perdendo suas casas. A chegada dos artistas criou uma aura de visibilidade para o conflito dentro da mídia, dentro da cidade, dentro da arte contemporânea, evidenciando formas de engajamento desafiantes, que marcou toda uma geração de artistas.

O encontro dos artistas com os sem tetos mudou a vida de muita gente dentro e fora das ocupações. Política do Dissenso é parcialmente o resultado estético desse encontro.

Com Poética do Dissenso, apresenta-se um recorte das intencionalidades, estratégias, atividades e trabalhos desenvolvidos a partir do diálogo desses artistas com os habitantes e as problemáticas do Ed. Prestes Maia, evidenciando formas de engajamento da arte com tais circunstâncias sociopolíticas, lançando luz sobre suas forças, desafios e dilemas. Este recorte fala dos absurdos sofridos por moradores pela ação do estado e de outras ocupações sendo a Ocupação Prestes Maia o foco central.
Poética do Dissenso é um retrato histórico e poético do centro da cidade de São Paulo, realizado no início do século XXI por artistas, coletivos de arte e movimentos sociais, que criaram juntos um campo de conflito contra um estado de invisibilidade. Um momento em que novas estratégias de ação surgiram para distinguir o que não cabe no que é dado como consenso.

OCUPAÇÃO NA OCUPAÇÃO

Aos Amig@s

Fabiane Borges[1]

 OCUPAR, num sistema capitalista, NÃO É BUSCAR NOVIDADE.

OCUPAR é aceitar que TUDO ESTÁ FORA DE CONTROLE.

 OCUPAÇÃO NA OCUPAÇÃO

Não é novidade o que estamos fazendo. Busca de novidade é coisa de capitalista doente! Também não somos coletivos revolucionários ou artistas engajados politicamente, que querem fazer atos políticos contra ALCA, colocar máscaras ou ser os famosos Okupas ou Stakers – Nada disso – somos totalmente dispersos, lutando para pagar conta telefônica e aluguel no fim do mês. Mas pra além disso, algo está no ar. Estamos cansados de galerias e museus e do jeito que a “Criação” é cooptada por bancos, indústrias petrolíferas e Serviços comerciais.

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Ficha técnica da instalação

Ambiente Interno 16 filmes

Autores: Túlio Tavares, Coletivo Catadores, Coletivo Bijari, Coletivo Elefante, Coletivo Gira.

Parede 1

1 TEXTO Fabiana Borges

1 MONITOR: 641 fotos: Tulio Tavares, Mariana Cavalcante, Mozart Mesquita, Iatã Canabrava, Rafael Adaime,

25 ampliações digitais de fotografia sobre polistireno

Trabalhos apresentados dos artistas: Tiago Judas, André Bueno, Paulo Zeminian, Túlio Tavares, Celso Gitahy, Flavia Vivacqua, Mariana Cavalcante, Zaratruta, Cezinha e Fabi Borges. Creditos Fotográficos: Tulio Tavares, Floriana Breyer, Mariana Cavalcante, Rafael Adaime

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