NA BORDA / intervenções

Nove coletivos criam Intervenções Urbanas em São Paulo

NA BORDA/Intervenções é uma mostra de intervenção urbana em São Paulo, que acontece no mês de abril de 2012, com nove coletivos artísticos: Bijari, Projeto Matilha, COBAIA, Contrafilé, EIA, Esqueleto Coletivo, Frente 3 de Fevereiro, Nova Pasta e Ocupeacidade. O processo de criação e os registros destas ações poderão ser acompanhado no site naborda.com.br.

Com duração total de três meses, o projeto NA BORDA/Intervenções também contempla a realização de três encontros públicos e gratuitos com os coletivos participantes, além do evento de abertura da exposição com o lançamento do livro.

 

O projeto NA BORDA/Intervenções foi aprovado no Concurso de Apoio a Projetos de Festivais de Artes da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo.

 

Intervenções

NA BORDA/Intervenções se realiza no terreno urbano. Ruas, praças, terrenos abandonados, parques… campos possíveis para o desenvolvimento de ações diretas que expressam como cada coletivo pensa e atua artisticamente. Assim, o projeto é uma grande celebração ao encontro da cidade com a arte, e do público “não-iniciado” com a produção da arte contemporânea.

 

NA BORDA/Intervenções procura pensar a condição da intervenção urbana hoje através da prática coletiva. Será que o espaço público urbano continua a ser um terreno fértil para reelaborar poeticamente a vida? Que mudanças se operaram nos últimos anos em relação à prática coletiva? Estas são questões que permeiam o contexto do projeto NA BORDA/Intervenções.

 

Encontros

Somam-se à dinâmica da mostra NA BORDA/Intervenções, três encontros públicos e gratuitos com todos os coletivos participantes. Debate, dinâmicas, performances aproximarão o público das propostas de cada grupo. Todos os encontros acontecerão no Matilha Cultural.

 

Livro

Na última etapa do projeto, será produzido um livro que terá o registro de todo o processo de ação e reflexão do NA BORDA/Intervenções, incluindo textos inéditos sobre os processos criativos, de autoria dos próprios coletivos. Será editado pelos organizadores com a participação dos coletivos participantes. O livro NA BORDA/Intervenções será gratuito. Faça o seu pedido através do email nabordaintervencoes@gmail.com.br

 

História

Em 2003, foi realizada o encontro intitulado “I Congresso Internacional A(r)rivista” (http://tuliotavares.files.wordpress.com/2008/07/anais.pdf). Este encontro reuniu, na época, os principais coletivos artísticos em atuação no cenário paulistano. Oito anos depois, propomos um novo encontro ativo/reflexivo.

NA BORDA/Intervenções faz um retrospecto sobre a articulação dos coletivos atualmente. Como produzem? O que produzem? Que novas tramas culturais foram tecidas neste período? Os coletivos conseguiram consolidar novas formas de produção e circulação cultural?

 

Perguntas importantes para o enriquecimento do contexto artístico nacional. Perguntas que podemos amplificar e gerar novos desdobramentos. Para isso, nove coletivos atuantes em São Paulo se colocam no jogo, alguns participaram da primeira edição da mostra em 2003, outros se formaram posteriormente. Todos continuam a produzir intervenções no meio cultural, de forma diversa e plural. A proposta, portanto, é avançar nas temáticas de cada grupo em sua situação local. NA BORDA/Intervenções atualizará o encontro entre grupos que atuam criando novas formas de representação e de trabalho colaborativo e coletivo.

 

Critérios comuns nas artes, como exclusividade, originalidade ou autoria, são abertamente desafiados pelas práticas desses grupos, assim como valores, hierarquias e formalismos. Por fugir do modo de operação do sistema de arte hegemônico, os coletivos oferecem uma singular compreensão de atuação, rica e inspiradora.

 

NA BORDA/Intervenções abrange diferentes aspectos emancipatórios do trabalho coletivo, onde a criatividade colaborativa não é apenas uma forma de resistência ao sistema dominante de arte e à convocação capitalista para a especialização, mas também uma crítica produtiva e performática.

 

Grupos

 

01 > Bijari

www.bijari.com.br

Eduardo Loureiro, Geandre Tomazoni, Giuliano Scandiuzzi, Gustavo Godoy, Mauricio Brandão, Olavo Yang, Rodrigo Araújo.

 

Formado em 1996, por arquitetos e artistas, o  Bijari é um centro de criação de artes visuais, multimídia e arquitetura. Desenvolvendo projetos em diversos suportes e tecnologias, o grupo atua entre os meios analógicos e digitais propondo experimentações artísticas, sobretudo de caráter crítico. Intervenções urbanas, performances, vídeo, design e  web design tornam-se meios para estabelecer possibilidades de vivências onde a realidade é questionada.

 

02 > Projeto Matilha

www.projetomatilha.blogspot.com

Fafi Prado, Marcella Maaz, Pedro Guimarães e Grupo La Tintota

 

O Projeto Matilha é grupo aberto coordenado por Fafi Prado, que agrega intervenções artísticas de diversas naturezas, tendo como eixo principal o corpo em espaços “não convencionais”. Os trabalhos de proposta relacional acontecem em parceria com grupos e pessoas convidadas, como forma de pensar a criação e a celebração coletiva.

 

03 > C.O.B.A.I.A

Almir Almas, Cláudio Santos, Daniel Seda, Lucas Bambozzi, Rogério Borovik, Rodrigo Minelli e Sofia Panzarini.

 

O Grupo C.O.B.A.I.A. nasceu a partir da junção de integrantes de outros coletivos em atividade. Refletindo a instabilidade típica das associações que movem muitos dos projetos colaborativos, o C.o.b.a.i.a. é resultado de afinidades específicas e temporárias. O grupo surge em torno da necessidade de experiências de imersão nas diversas realidades que constituem a vida urbana, extraindo desse universo um pensamento norteador de intervenções, apresentações audiovisuais ao vivo e ações no universo das mídias.

 

04 > Contra Filé

http://parqueparabrincarepensar.blogspot.com.br/

Cibele Lucena, Jerusa Messina, Joana Zatz, Peetssa e Rafael Leona.

 

Formado em São Paulo, Brasil, no ano 2000, o Contrafilé é um grupo de investigação e produção de arte que trabalha a partir de sua experiência cotidiana, implicado na realização da vida pública, o que é, ao mesmo tempo, ponto de partida e território de proliferação do seu trabalho.

 

05 > Esqueleto Coletivo

http://esqueletocoletivo.wordpress.com/

Eduardo Verderame, Luciana Costa, Mariana Cavalcante, David Santos, Rodrigo Barbosa.

 

O Esqueleto Coletivo é um grupo de artistas que busca ampliar o diálogo da arte nos espaços da vida cotidiana, trabalhando em parceria com outros artistas, grupos e movimentos. Vem desenvolvendo a produção de eventos de arte, como intervenções no espaço público, onde se utiliza de diversos meios, como a performance, a dança, música, vídeo e a produção gráfica. Propõe reflexões sobre questões da contemporaneidade tais como movimentos sociais, violência, exclusão e contraste social, visualidade urbana e outras implicações da vida pública e privada.

 

06 > Frente 3 de Fevereiro

www.frente3defevereiro.com.br

André Montenegro, Cássio Martins, Cibele Lucena, Daniel Lima, Daniel Oliva, Eugênio Lima, Felipe Texeira, Felipe Brait, Fernando Alabê, Fernando Coster, Fernando Sato, João Nascimento, Julio Dojcsar, Maia Gongora, Majoí Gongora, Marina Novaes, Maurinete Lima, Pedro Guimarães e Roberta Estrela D’Alva.

 

A Frente 3 de Fevereiro é um grupo transdiciplinar de pesquisa e ação direta acerca do racismo na sociedade brasileira. Sua abordagem cria novas leituras e coloca em contexto dados que chegam à população de maneira fragmentada através dos meios de comunicação. As ações diretas criam novas formas de manifestação acerca de questões raciais. Para pensar e agir em uma realidade em constante transformação, permeada por transformações culturais de diversas escalas e sentidos, se fazem necessárias novas estratégias. A Frente 3 de Fevereiro associa o legado artístico de gerações que pensaram maneiras de interagir com o espaço urbano à histórica luta e resistência da cultura afro-brasileira.

 

07 > Nova Pasta

http://coletivonovapasta.wordpress.com/

Antonio Brasiliano, Augusto Citrangulo, Eduardo Verderame, Fabiana Mitsue, Guto Lacaz, Lucas D, Mauro de Souza, Marcos Vilas Boas, Mariana Cavalcante, Paulo Zeminian e Túlio Tavares.

 

Nova Pasta é um centro de produção, debate, documentação e exposições de arte contemporânea. Movimento aglutinador de artistas e coletivos. Projeto que nasce da reunião de artistas plásticos determinados a construir um canal de veiculação de novas idéias e trabalhos. Distante do conceito de galeria, o projeto Nova Pasta aponta para um caminho de cooperação, contando com a vontade e necessidade de circulação da produção. Como estratégia fundamental tem a escolha pela troca intelectual.

 

08 > EIA

ttp://mapeia.blogspot.com.br

Floriana Breyer, Milena Durante, Gisella Hiche, Felipe Brait, Rodrigo Vitullo, Marina Ronco, Eduardo Verderame, Sergio Machado e Hélio Ribeirão.

 

O EIA, Experiência Imersiva Ambiental, é um grupo que trabalha mapeando, reunindo, promovendo, viabilizando e propondo ações que tem como denominador comum o espaço da rua. Desde 2004 organiza um encontro anual de abrangência nacional recebendo  propostas de arte pública enviadas por artistas de diversas localidades do Brasil. A idéia é reunir os artistas em um intenso intercâmbio cultural. A sociabilização dos espaços públicos é uma das funções essenciais do nosso programa, sair à rua e reconhecer o espaço, seus atores, suas demandas, seu potencial. A partir daí, encontrar formas críticas e estéticas de interagir com a realidade que nos circunda, fazendo da metrópole um espaço de verdadeiro convívio e transformação.

 

09 > OCUPEACIDADE

http://www.flickr.com/people/ocupeacidade/

 

O coletivo OCUPEACIDADE surgiu na cidade de São Paulo, em meados do ano de 2006, como uma proposta de unir pessoas interessadas em produzir coletivamente ações artísticas nos diversos espaços da cidade, de maneira a criar novas relações com o território vivido cotidianamente pelos habitantes da nossa metrópole – sejam eles artistas ou não. Desde então vem atuando como um grupo aberto, de livre participação, propondo ações onde o processo de produção coletiva constitui o método de trabalho, e o principal objetivo é a participação ativa dos sujeitos na vida da cidade.

 

 

 

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