Imigrantes

Fotos e texto: Rolê 

Onde estão nossos antepassados? Viajaram por continentes, na busca por uma vida mais segura, à procura de trabalho. Muitos foram sequestrados e levados à força para outras terras e explorados até sua última gota de sangue esgotar-se. Alguns deixam suas famílias para garantir o sustento em outras paisagens, vítimas de ações humanas ou de catástrofes ambientais. Mas todos carregam consigo suas narrativas de recomeço, trazendo em si sua história e cultura. Assim se fez a humanidade. Há beleza de luta e de força, mas há também o terror da perda e do desespero. 

Esses fluxos migratórios continuam avançando e a resposta a isso, em tantos lugares do mundo, têm se mostrado violenta. São momentos de crise, guerras e abandono. São Paulo faz parte desse cenário: porto para um trabalho, terra de alguma possibilidade. 

O Comité Nacional para os Refugiados (Conare), órgão submetido ao Ministério da Justiça do Brasil, informou que até o final de 2015 o país reconheceu 10.418 solicitantes de refúgio. Em 2016 foram encaminhadas 10.308 solicitações de refúgio ao governo brasileiro, segundo dados da Polícia Federal. 

A língua torna-se barreira, o racismo mostra suas garras mais cruéis a angolanos, haitianos, senegaleses, sírios, venezuelanos, mulheres e homens que têm a legítima vontade de batalhar por suas vidas quando expropriados de suas origens. Querem ser vistos, longe da marginalidade a que nos colocam quando fora de nossas casas, longe dos guetos que escondem nossas fronteiras humanas.

 

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