NaBorda Corpo

por Eduzal

Algo que sempre me intrigou nessa cena nossa de intervenções e arte política, ou arte ativista, é a constante presença dos performers, artistas que usam o corpo como suporte para sua arte. A gente sempre encontra performers em ambientes mais controlados, como galerias, museus ou em happenings de abertura nas bienais da vida, mas nas favelas ou nas ocupações, diante do pelotão de choque ou em outras situações de risco é raro.

Me impressiono como os performers sempre atendem aos chamados para participação nas ocupações e outras manifestações, e eles vem em peso. Não é um ou dois, são vários. E colocam seus corpos a disposição da rua e da expressão. É um risco grande, muito mais do que colar um cartaz ou projetar uma imagem, fora da zona de segurança que a arte apolínea oferece.

Minha pergunta enquanto notório bunda-mole é o que motiva, o que faz uma pessoa sair da sua zona de conforto e colocar seu corpo a prova em condições longe das ideais. Para isso fizemos essa edição sobre o corpo e convidamos os artistas que colocam seus corpos na borda a escrever sobre isso.

Boa leitura

 

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