Na borda do rio doce

por Floriana Breyer

Convidada para fazer parte desta nova edição do NaBorda fiquei refletindo sobre o que compartilhar…

(…) Crise (…)

Testemunhamos um cenário histórico político de desamparo e desconfiança generalizada. Crises ambientais sem precedentes agravadas pelo pico do petróleo, pelo aquecimento global e pelo desenvolvimento desenfreado liderado pelos interesses do capital. De outro lado governos corruptos enriquecendo as custas do povo, ausência de espaços confiáveis de representatividade, manipulações midiáticas e fundamentalismos emergentes. Faz-se necessário a retomada de espaços de diálogo e construção participativa bem como a criação de condições para o restabelecimento de redes de confiança protagonizadas pela sociedade civil que possam reunir, fortalecer e dar visibilidade as vozes, indignações e sonhos de classes e setores da sociedade descontentes e inconformados com os rumos planetários. E possam criar terreno fértil de onde possam emergir novas práticas e sistemas reorientados a manutenção da vida e ao bem comum: regenerAções.

Comparto antes de mais nada perguntas sem resposta que tenho me atrevido a enfrentar cara a cara:
“Como deixar-se afetar e (re)agir coletivamente a partir do que nos afeta?”
“Como descondicionar nosso olhar e sair de uma postura conformista e transcender os sentimentos de impotência?
Como resgatar o sentimento de pertencimento e retomar processos de engajamento e (re)construção de comunidades?
E como fazer deste um processo de aprendizagem e avaliação conjunta e poder seguir aplicando e ousando fazer novas perguntas em tantos outros territórios e contextos?

Tenho buscado responder estas perguntas há algum tempo na minha vida, nas minhas investigações e propo-sições poéticas e na minha atuação no mundo. Nos últimos tempos houve um “incidente”, que não foi acidente, no qual todas estas e outras tantas perguntas passaram a gritar e pedir espaço na minha vida, nos meus pensamentos, nas minhas conspirações por melhores mundos e tempos… E é sobre isto que decidi compartilhar nesta edição Naborda sobre oque me parece a grande e perfeita Metáfora dos nossos tempos: Brasil na Lama

 

Os números são catastróficos e quisá voce já tenha ouvido falar deles, e muito provavelmente não se lembre… Eu também não lembro de cabeça, sempre ficam ressoando alguns milhões de metros cúbicos…. Milhões de metro cúbicos de lama…
Mas lembro perfeitamente do choro do Rio que ouvi e de todos que conheci um mês após o crime, a tragédia, o desastre, durante minha primeira viagem as margens do Watu, como é chamado pelos povos originários daquela região os indígenas Krenak. Lembro perfeitamente do aperto que senti no coração ao chegar na Foz do Watu, onde o Rio encontra o Mar e buscar ansiosa o amparo do horizonte…

Não havia Horizonte onde meus olhos não encontrassem lama

 

 

Eu vi.
Eu senti.
Ninguém me contou.
Não ouvi dizer.
Não li nos jornais.
Eu Vi com meus próprios olhos e nem o mar, misterioso mar ou o horizonte infinito puderam amparar-me… Estavam cobertos de Lama… As ondas perfeitas no melhor point de surf do Espírito Santo, magnânimas e laranjas, os pássaros voando, enlameados, as tartarugas… Sim ali desovam algumas tartarugas ameaças de extinção, as tartarugas cabeçudas e tartarugas de couro. E lá estavam elas emergindo da lama para seguir seu ritual milenário de desova naquele sagrado santuário. Um cenário de pura ficção científica, verdadeiramente manifesto diante de meus olhos…
Lembrei de quando vi os aviões derrubando as torres gêmeas e o pentágono ao vivo pela Televisão. Mas aqui era um Rio, era o Rio Doce. Aqui são pessoas, meus irmão brasileiros, o povo, pescadores, pescadoras, ribeirinhos, surfistas, marisqueiras, crianças que brincavam no rio, cidades que bebiam do rio, peixes que viviam no Rio, algas, pássaros, sapos… E agora são os não sapos e não peixes, e os tantos mosquitos por vir… São as águas laranjas turvas, que não convidam mais ao mergulho profundo, são as não margens e matas devastadas pela avalanche de lama, mais precisamente por Cerca de 60 milhões de metros cúbicos de resíduos tóxicos que inundaram o Rio Doce, suas margens e chegaram ao mar do Espírito Santo. E que ainda hoje seguem escorrendo e expandindo-se ao litoral norte e sul, a Bahia e ao Rio de Janeiro e ao mar aberto, ao Atlântico que segue recebendo nossos rejeitos civilizatórios.

 

Diante deste cenário catastrófico o primeiro sentimento de me assolou foi de revolta seguido por uma avalanche de impotência. O que fazer diante de tamanho estrago? O que fazer com este aperto no peito? Como reagir?
Puta que pariu uma Bacia Hidrográfica inteira!!! A quinta maior bacia hidrográfica do Brasil…
Primeiro foram lágrimas que escorreram dos meus olhos, muitas lágrimas. Depois elas foram delineando meus desamparos nos incontáveis telefonemas que dei para amigos ativistas (muitos dos quais também estão participando desta edição NaBorda) e outros tantos cúmplices de nossa impotência diante de algo tão assustadoramente grandioso.
Seguiam noites de insônia, despertando as 6:00 da manhã com aperto no peito, com uma sensação entre ódio, impotência e vontade de agir… Me senti com 20 anos, achando que podia mudar o mundo e sem ter a menos idéia de como começar…
Comecei a procurar redes e contextos socias onde pudesse encontrar aliados… “Deve ter mais gente revoltada e querendo fazer alguma coisa pensava eu entre as horas que passavam nos dias que seguiam…
Em uma semana aconteceria a Marcha pelo Clima na Av. Paulista, resolvi me juntar com alguns outros artistas e ajudar a dar destaque para o Rio Doce na marcha que percorreria Paulista em alguns dias. Nos juntamos Eu , Vanessa Jesus, Daniel Lima, Elida Tesser, alguns Bijaris e meu querido afilhado Théo. Passamos alguns dias juntos plasmando nossas ideias e estampando nossas revoltas, em telas de serigrafia, em arquivos de photoshop, recortando tecidos, papéis, forjando nossas armas nesta luta mais que simbólica. Tecendo nossos mantos de proteção e nossas condecorações, humildes homenagens ao Grande Watu. Cada um de nós escolheu um animal, um animal de poder, uma voz para vestir, para evocar.

Nesta noite encontrei com meu menor e melhor amigo e afilhado Théo e resolvi lhe contar:
_ Theo amanhã agente vai fazer um grande cortejo na Rua, vamos construir várias máscaras de animais e leva-los para pedir ajuda pois eles estão muito tristes… Eles moravam num rio muito grande e muito lindo, o Rio Doce. Este rio fica no meio de um Vale, cheio de montanhas. Em uma destas montanhas tem uma empresa que também chama Vale, ela se chamava Vale do Rio doce, mas tirou o Rio Doce do nome e agora se chama só Vale. Bem Esta empresa chamada Vale, na verdade não se importa muito com o Vale, se importa em ganhar muito dinheiro e para isto ela explode as montanhas para conseguir Ferro e Ouro. E para conseguir Ferro e Ouro ela tem que limpar os pedaços de montanha que ela cortou e ela tem que construir umas piscinas gigantes que ficam cheias de lama com produtos químicos. Bem esta empresa chamada Vale, que não tá nem ai pro Vale, muito menos pro Rio Doce e só quer mesmo ganhar dinheiro, já tem 3 piscinas gigantes cheias de Lama e querendo ganhar mais dinheiro encheu demais uma delas até que ela estourou! E lá de cima da montanha começou a descer pelo Vale uma avalanche de lama, um mar de Lama que chegou no Rio Doce, que agora já não é doce e que seguiu descendo e chegou até o Mar que já não é o mesmo. E a Vale do Rio Doce que, agora é só Vale, derrubou tanta lama no Rio que já não é Doce, e chegou no mar, matando gente, peixe e um montão de vida que nem dá para contar… Assim muita gente e os animais que sobreviveram não tem onde morar e não podem mais beber a água do Rio. E eles estão muito tristes e precisam se juntar e amanhã vão ir pra rua contar para todo mundo o que tá acontecendo e pedir ajuda. Ele me olhou bem sério, depois olhou assim para algum lugar no horizonte e disse:
_Sabe Flor eu também quero ir! E sabe de que eu gostaria de ir? De mestre Yoda! Pode?
Neste momento meus olhos se encheram de lágrimas e eu perguntei para ele se ele sabia quem era o mestre Yoda…
_Claro que sei o mestre Yoda é aquele que…
E me contou toda a história da luta das Trevas e da Luz… E eu fiquei ouvindo aquela história, a nossa história…
Ao final lhe respondi:
_Certo Theo amanhã te ajudo a fazer a máscara e a roupa do mestre Yoda! Que a força esteja conosco!!!
No dia seguinte chegamos no atelier do Daniel Lima e lá estavam eles meio humanos, meio peixes, meio corujas, meio raposas. Eu e Théo começamos a construir a máscara do Mestre Yoda e a minha de águia e com a Van seguíamos na nossa alegoria do monstro de Lama com três cabeças.

 

Théo teve que sair da marcha, chovia muito, mas antes de ir ele me deixou a máscara do Yoda e eu a vesti e segui pela Paulista adentro, Brigadeiro abaixo lutando com os demônios de dentro, gritando, dançando, exorcizando a impotência, a dor de ser tão pequena, de sermos da mesma espécie que explode montanhas, que dirigem carros de metal, que usam celulares cheios de conexões de minérios. Ao final da marcha, nossas mascaras de papel e nosso monstro de 3 cabeças estavam aniquilados pela chuva e pelas lutas, só restava a Raposa Dourada que sabia levou seu guarda chuva e é claro o Mestre Yoda que sabe-se lá como resistiu bravamente, protegendo minha cabeça e dando-me retaguarda. Ao chegar em casa pego meu celular e mando um Whatsap para o Théo “Mestre Yoda está vivo! Meio ferido mas está aqui comigo! E o Rio Doce não está morto! O rio vive em mim!”
Mas está já é outra Marcha em Governador Valadares, que também tive a honra de participar e que foi organizada pela Caravana Territorial e pelo MAB, Movimento dos Atingidos por Barragem.
Bem não vou alongar-me mais em tantos detalhes descritivos pois são inúmeros outros relatos, histórias, marchas, choros e momentos que pude vivenciar nestes 19 meses de luto, lama e luta.
Vou elencar brevemente momentos marcantes nos quais tive a oportunidade de estar e ajudar a tecer, como forma de compartilhar aqui os desdobramentos e etapas de co-criação de um movimento que espero que seja de longa duração, que está aberto e ávido por novas colaborações. Hoje o Rio doce é um campo de experimentações, um jogo de poderes, uma infinidade de perguntas e desafios. Um campo aberto para reconhecer- nos e aprendermos juntos como restaurar laços afetivos, memórias, histórias, comunidades e Ecosistemas. Como re-aprender a nos organizar, a nos juntar e reconhecer nossos direitos fundamentais e como lutar por eles. Relembrar que um desafio coletivo que se lança diante de todos os seres direta e indiretamente atingidos, a todos os amantes das águas, das matas, do povo.
Um verdadeiro convite a reinvenção e reconstrução do mundo…

Bem seguem alguns rastros que ajudei a deixar neste caminho de co-criação e regeneração que estamos iniciando, seja bem vindo!
1. Documentário “(Re)Acões Rio Doce Vive”
Ainda em dezembro de 2015, participei da realizacão de um mini documentário durante o curso Etnografias Audio Visuais na USP, Universidade de São Paulo, dentro do Núcleo Diversitas: Núcleo de Estudos das Diversidades, Intolerâcias e Conflitos. Documentário que chamamos de “(Re)Acões Rio Doce Vive” e que buscou a partir de um denominador comum: o choque e depois conhecer as reações que foram se manifestando. É um doc bem caseiro, feito em 2 semanas, cheio de entrevistas por Skype, que mapeou movimentos que emergiram de forma imediata e que começou a tecer parcerias.

https://www.youtube.com/watch?v=cCblZ6hjoN4 

 

2. Expedição Rio Doce Vivo
Alguns dias se passaram diversas entrevistas já estavam sendo feitas e outras tantas marcadas. Entre um skype e outro uma mensagem no facebook redireciona minha atenção “Flor vc está on line? Quero falar com você! É sobre o Rio Doce! Posso te ligar?” Imeditamente respondo “Sim ligue agora!” Era Felipe Pinheiro meu querido amigo permacultor dizendo “Flor tamu agitando uma Expedição de Permacultura e Investigações pro Rio Doce, topas? Sem hesitar ou perguntar mais informações respondo:
_ Claro, estava esperando esta ligação!!!
Era um convite para integrar uma Expedição pelo Rio Doce que sairia em 2 semanas, mais precisamente dia 12/12/2015. Iniciava-se uma longa jornada que iniciou com a organização de uma campanha de Crownfunding para arrecadar fundos para a viagem de 10 dias ao longo do Rio Doce em uma Kombi, nossa Querida Zeolina movida parte em hidrogênio. Fomos 7 integrantes, Floriana Breyer, Felipe Pinheiro, Lucas Ciola, Vinicius Pereira, João Paulo Thomé, Marilia Vasconcelos e Luis Moreira. Esta Expedição teve como objetivo diagnosticar a situação local bem como conhecer os atores e lideranças envolvidos e iniciar possíveis articulações a nível de Bacia Hidrográfica, bem como realizar oficinas de permacultura e instalação de cisternas e registrar em foto e vídeo a realidade local. Esta Expedição marca o início da relação direta com o território, da construção de laços de confiança, troca de saberes e processos de escuta e funda as bases de campo para que outros projetos pudessem se desenvolver.
www.expedicaoriodocevivo.com.br
www.facebook.com/expedicoesriodocevivo/

3. Encontros Abertos de compartilhamento das Expedição Rio Doce Vivo e outras expedições e Grupos que foram ao Rio Doce. Estes encontros aconteceram na Casa da Cidade em São Paulo e reuniram diversas pessoas da sociedade civil interessadas em somar forças no reconhecimento, divulgação do crime sócio ambiental e co-criar ações e projetos de apoio e regeneração para o rio Doce.
4. Novas Expedições ao Rio Doce, oficinas de cisterna, permacultura e várias sessões de Cine Kombi. Também buscamos compartilhar contatos ao longo do percurso do Rio Doce e visando o fortalecimento da rede de grupos, lideranças, comunidades e parceiros engajados na Regeneração Socio-Ambiental do Rio Doce. Algumas das expedições foram Expedição Rio doce Vivo 2: missão das minas, ARCA, Expedição Rio Doce em Traços, Expedição Meu Rio Doce, Expedição Riso Doce, Expedição Rota dos Aliados, Expedição Seja como Flor.
5. Facilitação de rodas de escuta de comunidades ao longo do Rio, apoio em reuniões comunitárias fomentando a organização popular em fóruns locais. Aproximação ao Fórum Capixaba de Defesa do Rio Doce. Apoio ao Fortalecimento dos Fóruns locais na foz do Rio Doce. Apoio a criação do Fórum Permanente da Bacia do Rio Doce.
Links facebook
Fórum Capixaba em Defesa da Bacia do Rio Doce (https://www.facebook.com/F%C3%B3rum-Capixaba-em-Defesa-da-Bacia-do-Rio-Doce-188140924863788/)
Fórum SOS Rio Doce Colatina (https://www.facebook.com/sosriodocecolatina/?fref=ts)
6. Expedição Rota dos Aliados e Participação no evento Caravana Territorial e marcha em Governador Valadares.
facebook Caravana Territorial da Bacia do Rio Doce

 

 

7. Aliança Rio Doce
Criação da Aliança Rio Doce, articulação de diversos parceiros e ativistas que já vinham atuando e reconhecendo territórios potenciais de atuação, na intenção de fortalecer os movimentos e iniciativas locais e co-criar projetos e soluções de regeneração sócio ambiental. Criação de diagnóstico, mapeamento coletivo e co-criação de projetos. Esta Rede está sendo tecida e está aberta a colaborações! Nos reunimos semanalmente presencial e virtualmente e estamos co-criando e gerenciando vários pojetos em parceria com grupos e organizações do Rio Doce. Temos mantido diálogo com grupos e organizações locais e/ou estratégicas como: Jornal a Sirene, Fórum Capixaba de Defesa do Rio Doce, Fórum Permanente do Rio Doce, MAB, GIAIA, CIAAT, Lideranças dos indígenas Krenak, Associações locais da Foz do Rio Doce e Grupos de Pesquisa das Universidades UFOP, UFES, USP e FGV. Temos tido o apoio de um núcleo de especialistas e consultores em ativismo e projetos socioambientais que tem trabalhando de forma voluntária e buscado apoio financeiro em projetos de financiamento coletivo juntamente a sociedade civil; no grupo RioDoce.Help e em fundos de investimento internacional como o da empresa inglesa LUSH.
Modelo Organizacional e/ou um Organismo Vivo
Nascemos com um grande desafio e fomos nos organizando de forma intuitiva e emergencial. Ao poucos estamos afinando nossa estrutura de funcionamento. Temos usado metodologias como a sociocracia e o dragon dreaming como norteadores deste processo, buscando nos estruturar de modo flexível e dinâmico ao mesmo tempo que organizado e seguro. Pensamos nossa organização como um organismo vivo e criarmos processos para manter a saúde e vitalidade do mesmo. Atualmente praticamos a auto-governança e somos regidos por conjunto interligado de equipes que chamamos de células. Estas estão organizadas por níveis de participação: 1 célula propulsora: núcleo de concepção e gestão da Aliança Rio Doce. Células ativadoras em funcionamento: grupos responsáveis por ativar e desempenhar funções específicas para o funcionamento do organismo: Expedições e Eventos, Trabalho de Campo, Articulação de Alianças, Comunicação e Projetos. Células em formação: células em etapa de desenvolvimento que darão apoio ao organismo: Suporte, Engajamento, Memória, Pesquisa, Educação e Cultura. Enzimas colaboradoras: voluntários e mentores que tem participação pontual. Membrana apoiadora: pessoas ou organizações que nos apoiam com recursos humanos e/ou financeiros.
facebook Aliança Rio doce /

www.aliancariodoce.weebly.com

8. Jogo dos Poderes, Fatos e Afetos
Criação do Jogo dos Poderes, Fatos e Afetos e Expedição para compartilhar e jogar com comunidades ao longo do Rio Doce. Este jogo segue em desenvolvimento e nasceu do desejo de podermos visualizar e refletir juntos sobre a complexidades de poderes, atores, fatos, consequências e possibilidades diante do rompimento da Barragem do Fundão no Rio Doce. A idéia é co-criar uma poderosa ferramenta pedagógica que possa ser usada e desenvolvida juntamente com as escolas ao longo da Bacia do Rio Doce. Estamos diante de um verdadeiro jogo de poderes e interesses onde a negligência, as negociações obscuras, o descumprimento de leis parece estar imperando. Desta forma faz-se necessária a criação conjunta de estratégias que fortaleçam e possam garantir o entendimento da complexidade da situação e dos atores envolvidos, a transparência, a pactuação de acordos justos, a correta aplicação das leis e o cumprimento das sentenças, o acesso a informação e aos direitos fundamentais e o fortalecimento de uma rede de cooperação e alianças ao longo da Bacia do Rio Doce.  9. Ato 6 meses de Lama e Luta
Ato em parceria como coletivo #UmMinutodeSirene e Jornal A Sirene. Soando a sirene que não tocou no Largo da Batata em maio de 2016.
Facebook #UmMinutodeSirene
Facebook Jornal A Sirene https://issuu.com/jornalasirene
10. Wiki Rio Doce
Fomento a estruturação de um portal virtual que possa registrar, memórias, fatos e compartilhar os processos de luta e soluções no rio doce e seja uma referencia como uma Enciclopédia da Regeneração

http://www.www.wikiriodoce.org

11. Cisternas
11Reforma da Cisterna da Escola Vila Regência. Articulação entre Aliança Rio Doce, Regência Viva, Projeto Caracol, Falamansa e Gabriel Pensador que doaram recurso de sua música Cacimba de mágoa para reforma da Cisterna.
12. Aprovação do Projeto de instalação de cisternas e filtros de areia na Comunidade do Areal na Foz do Rio Doce, através do fundo de investimento SLUSH para projetos regenerativos, da empresa LUSH, UK.
13. Instituto Unidos pela Vida
Apoio a Criação do Instituto Unidos pela Viva, na Foz do rio Doce, em Regência. Elaboração do Projeto Ações Integradas na Foz do Rio Doce, estabelecimento de parceria entre Aliança Rio Doce, Instituto Unidos Pela Vida e RioDoceHelp e WorldPakers. Elaboração de plano de trabalho conjunto de ações integradas na Foz do Rio Doce e doação de recursos conseguidos pelo crownfunding RioDoceHelp.

www.unidospelavida.org

14. Festival Regenera Rio Doce
Festival que irá reunir práticas colaborativas, arte, permacultura e engajamento social em julho de 2017. Este Festival está sendo co-criado e organizado agora pela Aliança Rio Doce e acontecerá de 14 a 30 de julho se vc quer chegar junto, seja bem vindo!!!
Estas são algumas pegadas dos caminhos que percorri e deixo aqui o convite aos que quiserem fazer parte dos nossos novos coletivos Aliança Rio Doce e Expedições Rio Doce Vivo! E também um convite especial aos que quiserem conhecer o Rio Doce e fazer parte do Festival Regenera Rio Doce que estamos organizando e acontecerá em julho de 2017 na Foz do Rio Doce de 14 a 30 de julho de 2017.
Mais informações no facebook Aliança Rio Doce ou pelo e-mail ecooperante@yahoo.com.br

Ouça o chamado de Watu!

 

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